domingo, 17 de junho de 2012

Aspectos sociais no Vale Guaporeano no Período Colonial

No vale do Guaporé, no Período Colonial, a sociedade era escravocrata e mercantilista.

O mercantilismo, uma política econômica dos países europeus, estava centrado no aumento do estoque de metais preciosos, no comércio exterior favorável ao País, dando mais importância ao comércio e a indústria do que a agricultura, mas no caso do Brasil Colônia, o País era Portugal. A riqueza aqui produzida, pelo pacto colonial, tinha de encher os cofres da Metrópole portuguesa.



Predominava a população masculina de brancos, mestiços, indígenas e negros, dividida em livres e escravos. 
Livres eram os brancos; escravos eram os negros e os indígenas em menor número. 
A maioria absoluta dos habitantes eram mestiços e negros e os brancos eram minoria. 
A posição social dos mestiços era determinada pela cor da pele. Quanto mais escura, mais baixo seu nível. Os últimos na escala eram os escravos negros. 



POPULAÇÃO GUAPOREANA


A população branca constituía a reduzida elite guaporeana, formada a partir de sertanistas e aventureiros, provenientes de outras regiões da Colônia. Detinham a posse das minas, as lavras e as melhores terras. Cabiam-lhes também os altos cargos públicos da administração local.
A elite guaporeana era composta por altos funcionários públicos, militares, grandes comerciantes e padres, que possuíam grandes fazendas e grande plantel de escravos. Mas poucos conseguiram fazer grande fortuna em geral por suas atividades diversificadas: mineração, agropecuária e comércio. Residiam em casas e luxuosamente mobiliadas. Usavam roupas de seda e davam festas suntuosas.

Pelo fato de os habitantes brancos “aptos” a comporem a elite social serem minoria, os governantes permitiram a brancos pobres, endividados ou culpados perante a justiça, provenientes de outros centros da colônia, e mestiços de pele mais clara, a reconquista de status social pelo perdão de suas dívidas e pelo resguardo das penalidades perante a justiça. 
Assim, como “homens bons” podiam participar da vida pública guaporeana, ocupando postos e cargos de escalões mais baixos.

Os habitantes brancos pobres (endividados ou réus na justiça), os mamelucos, os mestiços, os indígenas e os negros eram os excluídos sociais, sendo os mestiços a camada popular predominante. 
Os brancos, pobres e mestiços eram pequenos proprietários de terra, dedicando-se as roças de subsistência; pequenos comerciantes revendiam produtos trazidos pelas monções; e os mascates eram apresadores de índios ou aventureiros. Na maioria, eram pobres livres, que andavam ao acaso.

Leia o texto a seguir e verifique como era a vida dos escravos na capitania de Mato grosso:
“Vítimas de abusos de toda sorte, vivendo no vale do Guaporé, um verdadeiro inferno, sujeitos a maus tratos, castigos e suplícios, perseguidos e mortos ou vendidos pelos indígenas aos castelhanos, os negros do Guaporé buscavam também, por formas diversas, escapar as angústias do cativeiro que os atormentava. Suas atitudes em busca de melhores condições de vida chegavam a medidas de rebeldia que exigiam extrema coragem e vigor. Os escravos do Vale do Guaporé construíram assim uma história de lutas e resistência à escravidão, que deixou marcas na colonização desse rio, perceptíveis até os dias atuais” (Teixeira e Fonseca, p.81)

O inconformismo com o cativeiro e a luta dos negros pela liberdade no Vale do Guaporé, na segunda metade do século XVIII, manifestaram-se por ato individuais, desde 
violência,
redução intencional da produtividade e
insubordinação até as fugas. 
(Os escravos fugitivos reuniam-se, em quilombos, dos quais o mais célebre foi o Quilombo do Quarite) ou Piolho (cuja líder era a rainha Tereza de Benguela), situado às margens do igarapé Piolho. Nele, os negros resistiram desde sua fundação (1752) até seu extermínio (1795).
Os homens ficaram concentrados embaixo de uma árvore, sob a mira dos bacamartes, os mortos enterrados, os feridos medicados e as mulheres possuídas pelos sertanistas, como recompensa e presa de guerra.
JOSÉ PIOLHO

Quilombolas em RO:
Hoje, as comunidades remanescentes desses quilombos começam a ter sua história, seus direitos e sua cidadania resgatados, com a possibilidade de garantia da posse da terra.


Atividade no Caderno:
- Pesquise quais são as comunidades remanescentes desses quilombos em RO. e preencha o quadro:
Nome da Comunidade
Município
Atividade econômica
















...........................

Aula em Slides


Um comentário:

Rondônia em Sala disse...

Quero agradecer a todos pelas visitas ao blog. Obrigada!!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...