quarta-feira, 13 de abril de 2016

Criação do Território do Guaporé - Aluizio Azevedo


A criação do Território Federal do Guaporé, em 1943, e de mais quatro territórios:
 Iguaçu e Ponta-Porã, no Sul e Centro-Oeste;
Rio Branco e Amapá, no Norte,
representam uma das principais metas do governo de Getúlio Vargas.

http://slideplayer.com.br/slide/338425/
Este estadista pretendia incentivar a ocupação nas terras da Amazônia, desenvolver o comércio e firmar a política nacionalista, base do seu governo.

Uma ação que se tornaria possível com a assinatura do Tratado de Washington entre o Brasil e o Estados Unidos, durante a 2ª Guerra Mundial, que daria início a segunda fase do ciclo da borracha propiciando o desenvolvimento econômico e populacional da Amazônia rondoniense.

A Sociedade Geográfica, 10 anos antes, havia sido incumbida pelo presidente Getúlio Vargas de viabilizar o estudo para a construção de 10 territórios federais. No entanto, o estudo não incluía o município de Porto Velho, somente Santo Antônio e Guajará-Mirim fariam parte do território.

A interferência do militar e desbravador Aluízio Ferreira, durante este mesmo período, foi fundamental para a concretização do ambicioso projeto de Getúlio.
Aluízio aproveita a visita de Getúlio Vargas a região, em 1940, e mostra as potencialidades econômicas de Porto Velho e a sua importância na formação do futuro Território. Ocupando o cargo de delegado do Governo Federal no Alto Madeira, o então capitão Aluízio Ferreira fez uma conferência, em 6 de março de 1936, na Sociedade dos Amigos de Alberto Torres, no Rio de Janeiro, enfatizando a necessidade da redivisão política do País e descrevendo os problemas enfrentados nos municípios em virtude da ausência política administrativa dos governos estaduais que impediam o progresso destas regiões.
Na imagem vemos o Presidente Getulio Vargas (1) ao lado de Aluízio Ferreira (2), na época Diretor da EFMM, subindo o porto do “Cai N'água”.
Getúlio Vargas em pronunciamento a população de Porto Velho em 10.10.40

 
Esta foi apenas uma das diversas ações desenvolvidas por Aluízio Ferreira para concretizar a instalação do Território Federal do Guaporé. Seu trabalho foi reconhecido até mesmo por Getúlio Vargas que o nomeou governador do Guaporé, após sua instalação.
Além da política, uma grande amizade fortalecia o trabalho desenvolvido por estes dois estadistas. O jornalista João Tavares, no livro Porto Velho Conta sua História – coletânea de autores regionais – cita que Getúlio Vargas se referia ao Território do Guaporé da seguinte forma:
“O Guaporé do Aluízio”. 
Um reconhecimento público dos trabalhos do militar para a concretização deste que foi o pioneiro dos demais territórios federais do Brasil.

Aluízio, desde 1936, realizava reuniões políticas e de divulgação para a criação do Guaporé.
Ele havia promovido também visitas de chefes militares a região e enviara ao presidente, um pedido de desmembramento dos municípios de Guaporé e Guajará-Mirim dos estados do Mato Grosso e Amazonas. O pedido era reforçado por assinaturas de moradores de Guajará-Mirim recolhidas pelo diretor da Concessionária da Empresa de Navegação do Guaporé. Paulo Cordeiro da Cruz, que destacava o desprezo dos governadores dos dois Estados pelos municípios de Guajará-Mirim, Santo Antônio do Madeira e Porto Velho.

Aluízio e Getúlio descobririam nesses três dias, diversas idéias em comum. O presidente reafirmaria a Aluízio sua intenção de criar territórios federais nas áreas fronteiriças, uma intenção que seria concretizada três anos depois de sua vinda a região. O major Aluízio aproveita a presença do estadista para convencê-lo a incluir o município de Porto Velho no projeto, como capital do futuro território. Uma vontade política que foi realizada anos depois.

Finalmente é criado o Território Federal do Guaporé pelo decreto-lei nº. 5.812, de 13 de setembro de 1943, das áreas desmembradas dos estados de Mato Grosso e do Amazonas.
Mais quatro municípios brasileiros pegam carona e são também transformados em territórios: Rio Branco e Amapá – no norte, Ponta-Porã e Iguaçu – no Sul e Centro Oeste do País.


ATIVIDADES NO CADERNO:
1. O que o governo de Getúlio Vargas pretendia com a criação dos Territórios:
2. De quais estados são desmembradas as terras para criação do Território Federal do Guaporé:
3.Em que ano foi a instalação do Território Federal do Guaporé e qual decreto:
4. Quem era o governo na criação do Território Federal do Guaporé:
5. Quem foi o grande personagem na criação do Território do Guaporé?



Leia mais:
http://alekspalitot.blogspot.com/2012/02/o-territorio-federal-do-guapore.html
http://www.gentedeopiniao.com.br/lerConteudo.php?news=49896

sexta-feira, 1 de abril de 2016

RO e seus antepassados: Os sítios arqueológicos


            O Estado de Rondônia possui um dos maiores potenciais arqueológicos do País. A cada quilômetro e meio de ocupação podem ser encontrados sítios arqueológicos de até 23 mil anos. A sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), em Ji-Paraná, por exemplo, está localizada em cima de um sítio arqueológico.

Na região de Guajará-Mirim foram encontrados materiais cerâmicos com data de 4.300 anos atrás. Segundo o arqueólogo Josuel Ângelo Ravani, os estudos avançam neste sentido, mas faltam pesquisas que incentivem descobertas mais antigas, mesmo assim, em Rondônia há achados importantíssimos para o estudo da arqueologia, como artes rupestres (petroglífos) esculpidas em pedras próximas a localidade de Nova Riachuelo (entre os municípios de Ji-Paraná e Presidente Médice). 

Neste local existem dezenas de rochas que retratam rituais e outras simbologias, além da virilidade masculina e feminina de povos nativos. Os petroglífos foram encontrados em 1984. Josuel Ravani acredita que além destes registros existam outros na região central do Estado.

No município de Alta Floresta, em Rondônia, também foi encontrado o primeiro Sambaqui no meio do continente. Possuía seis metros de altura. Sambaquis são lixeiras de resto de conchas de moluscos, geralmente caracóis, um tipo de achado que só é comum no litoral. No Estado podem ser vistos no Vale do Guaporé.

Vales

Os achados em Rondônia são divididos em três regiões, sendo nos vales do Guaporé, Madeira e Ji-Paraná. 

- A região do Madeira apresenta evidências de uma cultura mais evoluída, onde os nativos produziam cerâmicas e pintavam com várias cores. Segundo o arqueólogo, mesmo a ação do tempo e a acidez do solo não conseguiram apagar a coloração das tintas e a riqueza dos desenhos. As tintas eram feitas à base de produtos minerais, vegetais e animais.

- Já no Vale do Guaporé a comunidade era forte culturalmente. Possuía grupos maiores de nativos, mas não produzia cerâmica.

- Os habitantes do Vale do Ji-Paraná possuíam terras férteis e praticavam a agricultura de subsistência.

Áreas indígenas

Atualmente em Rondônia existem 16 áreas indígenas, onde vivem várias etnias, mesmo assim, os arqueólogos acreditam que muitas foram extintas. “Os nativos sofreram massacres desde o Brasil Colônia até meados da década de 70”, diz Ravani.

O arqueólogo cita a exploração da borracha, implantação de linhas telegráficas e da ferrovia da Estrada de Ferro Madeira Mamoré como verdadeiros dizimadores de nativos. A divisão para a reforma agrária também contribuiu para que outros nativos fossem massacrados. “Foram desrespeitadas algumas regras e aconteceram misturas que nunca deveriam acontecer, como tentar a convivência entre Gaviões e Araras, duas etnias inimigas que nunca deveriam ser misturadas”, diz Josuel.

Vestígios culturais

Sítios arqueológicos são todos os vestígios culturais pré-históricos encontrados. Podem ser cerâmicos, líticos (pedra) e ósseos – em Rondônia só se encontram restos ósseos se tiverem carbonizados, pois a decomposição acontece muito rápido em virtude da acidez do solo.

Basta que seja encontrada apenas uma evidência material para que a área seja considerada um sítio. “Vestígios culturais não impendem o progresso, desde que ocorra o respeito e o salvamento arqueológico”, diz Ravani. Os achados e as áreas são amparados por leis federais, estaduais e municipais.

Sítio de Superfície – Onde são encontradas evidências na superfície. Podem ser encontrados resquícios de habitação, cerâmica e agricultura.

Pré Cerâmicos – Ficam geralmente abaixo da superfície – Os locais onde eram acampamentos de caça, pesca, coleta e cerimoniais – onde se praticava ações relacionadas a ritos.

Pré Cerâmica – Onde são encontrados materiais como madeira, ossos e material lítico. Geralmente os habitantes não produziam cerâmica.

Cemitérios – Onde são enterrados os nativos.

fonte: Amazoniaavista.com


4- Existem outros sítios com petroglifos no Município de Urupá assim como na região de Ariquemes. Há uma figura uma polida em baixo relevo em uma base rochosa (deve ter uns cinco metros de comprimento), em seus pés há um peixe esculpido em alto relevo e outros achados:
- Clique em http://professorcavalari.blogspot.com.br/
 para apreciação.


5- Vídeo para compreensão de como era a vida na pré história,nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando por sua sobrevivência.











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