domingo, 2 de outubro de 2016

Fontes de Energia

Usina Hidrelétrica de Samuel 

Embora o estado de RO. seja dotado de vários rios encachoeirados, próprios para geração de energia elétrica, a localização dessas cachoeiras na maioria estão em áreas de preservação ou indígenas, sofre restrições à construção de represas por causa do impacto ambiental.
A hidrelétrica de Samuel foi construída no Rio Jamari no município de Candeias do Jamari (a cerca de 52 km ao oeste de Porto Velho), no estado de Rondônia, com uma capacidade geradora instalada de 216 MW. Por não possuir bacia acentuada, o rio Jamari recebeu em seu leito um dique de 57 km de extensão de cada margem para formar o lago da hidrelétrica, neste empreendimento que é considerado um dos maiores erros de engenharia no Brasil no século XX.
A construção da Usina Hidrelétrica de Samuel foi iniciada em 1982 pelas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (ELETRONORTE). O barramento aconteceu em 1988 e sua operação comercial teve início em 1989, com o total enchimento do reservatório. Destina-se a abastecer o mercado de energia elétrica do Sistema Acre–Rondônia.
Naquele tempo não havia necessidade de licença ambiental e a unidade geradora deixou um lago que inundou milhares de hectares ao seu entorno. Certamente o custo-benefício não foi o que se esperava, mas não havia alternativa e tecnologia menos agressiva ao meio ambiente.  Mesmo assim saímos da escuridão e de constantes apagões para uma melhor prestação de serviços na área energética.
 Esta hidrelétrica teve sua construção no inicio da década de 80 e lá se vão quase trinta anos. Mesmo com enorme prejuízo ambiental e pouca geração de energia, Samuel foi importante para o processo de desenvolvimento do Território. Tínhamos energia somente até às 22 horas, quando então, era desligada e dormíamos no escuro sofrendo com o intenso calor de nossa região.
A energia elétrica consumida em Rondônia é gerada pela Usina Hidrelétrica Samuel e por um parque termelétrico operado pela Eletronorte e por produtores independentes de energia. Samuel tem potência instalada de 216 MW.
A hidrelétrica foi concebida inicialmente para suprir as cidades rondonienses de Guajará-Mirim, Ariquemes, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Vilhena, Abunã e a capital, Porto Velho. Atualmente, 90% dos 52 municípios de Rondônia são beneficiados com a energia do sistema Termonorte que está interligado com o sistema nacional. Em 20 de novembro de 2002, a capital do Acre, Rio Branco, passou a ser abastecida também com a energia de Samuel. Em maio de 2006, esse sistema foi ampliado, permitindo que a geração térmica do Acre fosse substituída pela hidráulica, proporcionando a substituição da geração a derivados de petróleo. Além de Samuel, a Eletrobras Eletronorte operava a Usina Termolétrica Rio Madeira, que produzia 90 MW, sendo desativada em 2009.
O desastre ecológico da hidrelétrica  de Samuel foi  grande e devastador para o eco-sistema da Amazônia, tanto que o Governo Federal, através do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), publicou a Resolução n. 1, exigindo a partir de 1986 estudos de impacto ambiental para a concessão das licenças de instalação e operação. Os investimentos feitos pelo empreendedor em projetos para mitigação desse impacto são resultados diretos desta norma, representando uma nova era na infra-estrutura brasileira. Antes havia somente o projeto do empreendedor sem a necessidade de se ouvir representantes de outros setores da sociedade.

A Amazônia é o pulmão do mundo e está encravada na maior biodiversidade e água doce do planeta, possuindo meios naturais para a exploração científica, com ocupação de grupos e povos cuja existência deve ser respeitada, alguns deles devendo permanecer quase intocáveis. Todos estes aspectos devem ser considerados para a ampliação da exploração do potencial energético da Amazônia, mas que pode manchar o planeta com sérias consequências para as futuras gerações.

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