sábado, 18 de fevereiro de 2012

PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS

O estado de Rondônia possui o delineamento das diferentes áreas geográficas efetivado pelo Zoneamento Socioeconômico ecológico, que distribui entre os ecossistemas uma diversidade de formas de organização de produção sustentável. Os aspectos econômicos envolvem diversas atividades projetadas para determinadas localidades e situação econômica das comunidades.

A caracterização do Zoneamento, como elemento-chave da utilização de recursos das florestas e dos rios, consistiu, ao mesmo tempo, em preocupação ecológica pelas autoridades que temem o mau uso dos espaços econômicos com atividades que possam degradar o ambiente e prejudicar os ecossistemas.
A nova Lei de Crimes Ambientais é oportuna porque vincula os espaços produtivos aos órgãos de representação ambiental, desta forma, qualquer acidente envolvendo áreas de proteção ambiental, ou desastre ecológico, prevendo situações de risco para a vida vegetal e animal será objeto de investigação. Esses órgãos públicos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, que estão equipados para atender às necessidades de informações acerca de atitudes preservacionistas.
A extensão da fronteira agropecuária em Rondônia teve início na década de 70, do século XX, com a implantação de projetos de colonização oficial, implantados pelo Governo Federal, por meio do INCRA, substituindo as grandes áreas de seringais nativos por uma nova situação fundiária, que mudou radicalmente o espaço geográfico.
Rondônia é um estado que passou a ter problemas ambientais em decorrência de sua rápida expansão, como espaço de fronteira agrícola. Essa nova realidade gerou preocupações acerca dos desmatamentos, erosão fluvial, garimpagem, atividades mineralógicas e extrativistas, que contribuíram, desde o processo de colonização, para o desequilíbrio dos ecossistemas, influindo em mudanças climáticas que atingiram a região.
A partir d segunda metade da década de 80, do século XX, os organismos internacionais, em especial o Banco Mundial, que investiram nos projetos de colonização em Rondônia, foram alvo de críticas de ambientalistas e outras entidades mundiais, em decorrência do desastre ecológico nas imensas áreas florestais.
O Banco Mundial investiu em um novo projeto, o “PLANAFLORO”, com o intuito de diminuir o desmatamento acelerado, iniciado nos anos anteriores, e reverter o processo de desordenação causado pelo fluxo migratório no Estado.
A consolidação da BR-29, em 1968, permitiu que Rondônia firmasse sua vocação agrícola com maciços investimentos federais em projetos de colonização e a intensificação do fluxo migratório gerou a rápida formação de aglomerados urbanos, principalmente ao longo do eixo da BR-364. Isso provocou uma ruptura da estrutura espacial existente, já que, anteriormente, concentrava a economia nos municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim, que não sofreram agregações populacionais como às registradas na área de influência da BR-364.
A conseqüência mais drástica se constitui no acelerado processo de desmatamento ao longo da BR-364. A implantação dos projetos de colonização existentes e a expansão da fronteira agrícola na floresta demonstraram exemplos edificantes da catástrofe ecológica induzida pela exploração de terras impróprias para a agricultura. Os organismos internacionais e o Banco Mundial, quando reconheceram a problemática ambiental de Rondônia, na segunda metade da década de 80, do século XX, começaram a frear o envio de verbas aos projetos de assentamento e colonização, em decorrência do escândalo mundial causado pelo acelerado desmatamento de parte da floresta amazônica.
A floresta sofreu intenso processo de queimadas durante o processo de preparação da terra para o plantio de lavouras e pastagens. Os agricultores instalaram-se em grandes e pequenas propriedades, ou em projetos agropecuários implantados por empresas nacionais privadas ou pelo governo.
Em função da ausência de planejamento adequado, alguns desses projetos foram instalados em regiões impróprias para a atividade agrícola. Os agricultores utilizaram sistemas de produção e cultivo nem sempre coerentes com as características agroecológicas da região. Essa ocupação desordenada conferiu a agricultura uma dinâmica marcada pela baixa produtividade, impactos ambientais crescentes e pobreza na qualidade de vida das populações.
A região central do Estado, ao longo da BR-364 e próximo a ela, foi transformada em áreas onde ocorreu intenso desmatamento da floresta, eliminando-se praticamente a fauna e a flora. A colonização influenciou um ritmo acelerado de extração de madeiras nobres, fato que praticamente extinguiu as espécies de mogno, cerejeiras e castanheiras. Atualmente, as madeiras já extraem outras espécies que também já se encontram praticamente em processo de extinção.
As atividades garimpeiras no rio Madeira, nas décadas de 80 e 90 do século XX, prejudicaram o fluxo das águas do rio com o uso do mercúrio, provocando a contaminação de peixes. Após a proibição da garimpagem no rio Madeira, iniciaram-se as atividades de forma clandestina, fato que produziu um efeito mais devastador sobre o meio ambiente e a recurapação plena da flora de fundo e dos peixes que, por acaso, tenham sofrido efeitos teratogênicos ou mutagênicos.
Outra forma de garimpo que causou problemas ambientais constituiu-se na exploração de cassiterita no Bom Futuro, na bacia do rio Candeias, produzindo um índice elevado de poluição nas águas em decorrência do assoreamento do leito do rio.
O processo de desmatamento na região tendeu a ser controlado tanto por organismos internacionais quanto pelos órgãos encarregados do meio ambiente, que trataram de fiscalizar as ações predatórias. O desmatamento diminuiu, mas os efeitos que geraram as problemáticas ambientais ainda se perpetuarão por longas décadas, considerando-se os aspectos de produção florestal propriamente dita, além dos aspectos econômicos e ambientais (regeneração da floresta).

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