terça-feira, 8 de junho de 2010

Usina de Samuel em Rondônia


O Governo Federal implantou em 1973 as Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), para coordenar o projeto básico de instalação de uma usina na Cachoeira de Samuel, no Rio Jamari. No ano seguinte, o general Ernesto Geisel assume a Presidência da República e faz o lançamento do II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND). Estes dois fatos viriam contribuir para reforçar o papel das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), determinando novos rumos para o planejamento da expansão dos sistemas elétricos, principalmente, no Norte do País.
Em Rondônia, o crescimento na demanda de energia aliada a explosão demográfica, uma conseqüência do intenso fluxo migratório gerado pelo povoamento na Amazônia, gerava problemas energéticos. No Acre era necessário substituir os parques térmicos, considerados obsoletos e onerosos.a Usina de Samuel, depois de instalada, seria responsável pela geração e distribuição de energia para Porto Velho e Rio Branco.
As Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) foi instalada no governo de Jorge Teixeira e era responsável pela distribuição de energia gerada na Usina III, termoelétrica e diesel, para apenas alguns bairros da Capital. O crescimento econômico no interior era impedido pela geração precária de energia que não favorecia a implantação de indústrias e comércios. Por determinação do governador Jorge Teixeira, a Eletronorte assume em 81 a geração de energia em Porto Velho. A construção de Samuel já havia sido iniciada pela construtora Norberto Odebrecht, encarregada pela Eletronorte da obra.
A instalação da usina de Samuel foi uma das muitas realizações de Teixeirão para o desenvolvimento de Rondônia. O presidente da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, destacou, durante as festividades dos 10 anos de Samuel, em outubro último, a importância decisiva da atuação de Jorge Teixeira para que o projeto da usina não ficasse somente no papel.

Os moradores de Porto Velho viviam momentos críticos. Estávamos na fase dos racionamentos constantes de energia na  Capital, que causaram grandes prejuízos a população. As reclamações de queima de eletrodomésticos, ocasionadas pelas oscilações de energia e queda de tensão eram diárias. A comunidade passou até a brincar com a situação. Os migrantes oriundos principalmente do Sul e Centro-Oeste do País eram os que mais padeciam com o problema de racionamento, porque, não haviam presenciado nada parecido em suas cidade de origem. O portovelhense recebia o fornecimento de energia durante três horas, ficando em seguida duas horas sem o serviço. Isso se repetia durante o decorrer do dia.
O problema se agravava ainda mais no mês de agosto, durante o verão, quando o consumo era maior e provocava o superaquecimento das máquinas, tendo como conseqüências as famosas “panes”, características da demanda de energia reprimida.
Com a responsabilidade de gerar energia para Porto Velho, a Eletronorte ficou sobrecarregada. O projeto inicial da instalação da Usina de Samuel, ela deveria suprir energeticamente as capitais de Rondônia e Acre, somente depôs de finalizada e não em sua primeira fase de construção, como realmente aconteceu.

Tudo sobre a Usina Santo Antonio no Rio Madeira:
http://www.santoantonioenergia.com.br/site/portal_mesa/pt/home/home.aspx

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